Por Dentro da Notícia
Por Arlison Brito (Com colaboração de Vinícius Thompson)
evento
Imprensa monopolizada não resistirá
ED Alves
"As escolas de jornalismo que conseguirem ensinar sobre meios de comunicação alternativos vão ser imprescindíveis"
Por - Camilla Terra e Adelson Portugal Neto / NP


Precursor da linguagem jornalística nos blogs brasileiros, Luis Nassif, ministrou o terceiro dia do ciclo de palestras "O poder da blogosfera e o jornalismo do século 21".

O experiente jornalista iniciou, há mais de 30 anos, na Revista Veja e foi colunista e membro do conselho editorial do jornal Folha de São Paulo. Atualmente é criador e editor-chefe da Agência Dinheiro Vivo, além de comentarista econômico da TV Cultura. Por conhecer tantos meios de comunicação e o seu funcionamento, Nassif afirma que as grandes empresas de comunicação manipulam informação. "Depois de quase 40 anos como jornalista confesso que quando caiu a ficha sobre o que foi o jornalismo até a era da interatividade, eu fiquei uma semana de ressaca".

Nassif foi um dos primeiros jornalistas no Brasil a reconhecer o poder e a influência dos meios eletrônicos na sociedade e na mídia. Para informar e comentar sobre os principais assuntos de política e economia do país e do mundo, sem as amarras e tramóias dos grandes empresários da mídia, aderiu ao movimento cibernético e lançou um portal: colunistas. ig.com.br/luisnassif/ e um blog: blogln.ning.com/ .

Em seu Twitter, rede social da internet, Nassif se intitula jornalista e blogueiro e possui mais de 10.700 seguidores. "Antenado" aos novos meios de comunicação e ao poder que eles adquiriram nos últimos anos Nassif afirma que os blogs hoje são alternativas visíveis. "Os blogues são fator de contenção de abusos da mídia. Com a imprensa descompensada temos uma blogosfera que entra de igual para igual na disputa com os meios de comunicação."

Segundo Nassif, "os jornais perderam a capacidade de gerar escândalos" devido aos jogos políticos e econômicos que se submeteram. Destemidos e sem vínculo com a grande mídia, os blogueiros passaram a investigar e a informar. A busca da sociedade por informação verídica potencializou o universo dos blogs. Nassif garante que acabou o monopólio da notícia pelos jornais. "O centro grego democrático da sociedade com voz ativa é a internet. A soma do conhecimento coletivo é imbatível. Não tem como os jornais resistirem a isso", explica.

Os grandes jornais detinham o controle da opinião pública do país, desde que descobriram o poder da internet, os jornais, por medo de perder o poder, se fecharam dentro de uma linha única. Temendo os novos meios, os jornais criaram um monopólio. "A ANJ é um cartel dominado por três ou quatro grandes veículos brasileiros".

Radical quanto a podridão e a unificação medrosa dos jornais, Nassif diz: "O jornalismo tradicional acabou! Ainda vai levar um tempo até a transição ser completa, mas esse tipo de jornalismo não resiste ao que vem por aí", preconiza.

Antes de abrir para as perguntas da platéia, Nassif acalmou os ânimos dos estudantes de jornalismo. Quanto ao fim da obrigatoriedade do diploma na contratação de jornalistas, Nassif garante que para se fazer jornalismo com qualidade precisa-se de jornalista preparado. "As escolas de jornalismo que conseguirem ensinar sobre meios de comunicação alternativos -- como redes sociais, internet, blogues -- vão ser imprescindíveis".
Atualizado em 30/10/2009 - 14:10:00
RELATO
por Vinícius Thompson

Eu mesmo ao ler isso acharia que quem escreve esse texto é bem prepotente em querer falar sobre jornalismo. Alguém que há dois anos trabalhava dando aulas de software livre no Paraguai falar sobre o jornalismo como profissão. Mas existe algo que aprendi, e uma delas é que o mundo da voltas. De tanto criticar notícias que eu lia e as achava fúteis, cá estou eu, cursando jornalismo - mesmo sem a obrigatoriedade do diploma, e já possuindo registro profissional - e trabalhando em uma redação.

Não me esqueço do primeiro dia de aula. "Alguém aqui quer ficar rico? Então troque de curso". Mas essa é a verdade, quem se matricula em um curso de jornalismo não busca dinheiro, busca prazer, busca fazer parte do chamado "quarto poder". Jornalismo é algo bem maior, mas vou me conter apenas na parte mais "superficial" da profissão.

Escala de trabalho

Esse post foi todo pensado durante uma reunião de pauta “pós feriado”. Lembrando que feriado é algo que não existe na profissão do jornalista. Domingos também não, o jornal tem que estar na rua na segunda-feira pela manhã (!).

Isso acaba atrapalhando a vida pessoal, a taxa de solteiros e divorciados nesse meio é bem alta. Já a taxa de natalidade é baixa entre as jornalistas, por passarem muito tempo atarefadas nas redações, ou trabalhando em dois ou três locais diferentes.

Retribuições

Na verdade jornalismo também serve pra resolver algumas frustrações pessoais. Muita gente que trabalha com esporte sempre quis ser atleta na vida, mas já que os dotes físicos não funcionaram, então usaram a parte em que eram melhor: a inteligência, e hoje entrevistam, fotografam os atletas que a algum tempo atrás eram seus ídolos.

Jornalistas de cultura também têm esse tipo de contato com seus ídolos, acabam entrevistando personalidades, e recebendo convites para eventos badalados.
Atualizado em 28/10/2009 - 15:11:00
dicas

“ Cenas de jornalismo explícito”

AQUI

Atualizado em 23/10/2009 - 17:15:00
DICAS
O “Novo em Folha” publicou algumas dicas para se sair bem na apuração. Separei algumas que considero fundamentais.

Defina suas metas: o que você busca?

Acompanhe o que descobrir:
  • crie uma cronologia que descreva os eventos (lugares, quem estava lá, o que ele disse, o que ocorreu)
  • faça uma lista de pessoas com quem você falou e de seus contatos
  • faça um diagrama com as relações entre os diversos atores envolvidos
  • faça uma lista dos documentos-chave
  • escreva idéias em um bloco de notas. Sempre com você!
Aproxime-se das fontes mais difíceis quando já souber o suficiente.

Mais dicas clique aqui.
Atualizado em 15/10/2009 - 14:45:00
DICAS
A negociação da foto geralmente é feita na redação. Minutos antes da saída, os repórteres conversam com os fotógrafos sobre o foco de suas respectivas pautas, ao chegar ao local da notícia a comunicação entre a equipe é constante, mas algumas atitudes podem causar alguns transtornos e provocar algumas mágoas. Sim mágoas!

Os fotojornalistas não gostam de palpites do tipo “gosto do ângulo x ou y”. Tudo funciona mais ou menos assim: repórter apura e fotógrafo clica. Já cansei de ver colegas jornalistas sendo ironizados e até maltratados por opinar negativamente uma foto ou interromper uma seqüência só para dizer banalidades que poderiam ser ditas em outro momento. Lembre-se que o fotojornalista é quem escolhe "isto" e não "aquilo". No momento do registro qualquer tempo perdido representa o fracasso de uma pauta. Afinal do que adianta ter um bom texto se não há uma boa foto?

A dica é bastante simples e é focada no bom senso. Faça o seu trabalho e deixe que o fotógrafo faça o dele, caso ocorra algo de errado com a foto ele vai ter que dar explicações para os editores, assim como se faltar algo na apuração o jornalista também terá que se reportar a seu editor. Por fim, ao chegar a uma redação procure conhecer a personalidade de todos, conheça os limites de cada um.
Atualizado em 07/10/2009 - 23:09:00
VINÍCIUS THOMPSON/JAB
Repórter Priscila Rangel utilizando um netbook na hora de uma entrevista.
Não é mais novidade o fato da tecnologia 3G ter se tornado a mais promissora ferramenta de transmissão de informações. O que ainda é considerado novidade no DF, já estava disponível no exterior desde 1999. O primeiro país a ter cobertura total 3G foi o Japão em 2006. Porém no Brasil a Tim foi uma das introdutoras de transmissão de dados através da sua redes de telefonia móvel, com picos de 11/14 KBP/s (Kilobytes por segundo). Mas saindo da teoria vamos para a parte prática.

Com a expansão das redes 3G no país, a redução do tamanho/peso dos notebooks - que até mudaram de nome e viraram netbooks -, a portabilidade chegou de vez no jornalismo. Não é difícil de se realizar uma cobertura jornalística, e fazer a transmissão da mesma para os meios online quase que em tempo real. Na verdade hoje já existem transmissões em realtime. Devido a velocidade do 3G ser até boa em determinados pontos, pode-se transmitir fotos sem que a mesma seja muito reduzida, evitando assim a perda da qualidade da mesma.

Mas essa visão ainda não chegou às redações do Distrito Federal. Em grande parte dos casos nem os repórteres dos portais de notícia da cidade utilizam notebook em suas pautas externas. Ao chegarem ao local da pauta e depois da apuração eles usam o celular para passar as informações para um outro colega que permanece na redação dependendo desse contato para lançar a notícia no ar.

O ato de ligar, esperar o colega digitar as informações e confirmar os dados da vazão há uma série de prejuízos ao leitor. A visão do repórter que está na redação nunca será igual a do repórter que está ao lado da notícia, o que representa um déficit de detalhes.

Recentemente a Rádio e Televisão de Portugal (RTP) realizou a cobertura das Eleições Legislativas de 2009 a partir do uso de celulares 3G. Os 18 jornalistas usaram o Flickr (para imagens), Twitter (para textos) e Qik (videos), as atualizações aconteciam em tempo real. Talvez este seja um bom exemplo para os meios de comunicação de Brasília.
Atualizado em 05/10/2009 - 14:36:00
DICAS

Primeiro é necessário conquistar a atenção do leitor, depois ele de fato vai ler todo o conteúdo da página. Abaixo algumas orientações que devem ser seguidas para que o texto de web tenha boa audiência.

  • Título da página claro e impactante
  • O “sutiã” deve ter no máximo uma linha
  • Valorizar o conceito de lead nas duas primeiras linhas, nada de “blá-blá-blá”
  • Escreva parágrafos curtos envoltos por espaço vazio (espaço entre os parágrafos)
  • Não seja redundante, nunca diga a mesma coisa de formas diferentes
  • Use imagens bem feitas e elucidativas
  • Use listas para destacar dados ou detalhes importantes
  • Use efeitos de texto (negrito e itálico)
  • Ao Citar referências  faça outros links
     
     
Atualizado em 03/10/2009 - 18:50:00
twitter

Demoramos mais chegamos. Agora é só nos seguir: PDN_

Atualizado em 02/10/2009 - 14:11:00



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